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Inteligência

Interpol e STF discutem estratégias contra o crime organizado

Supremo Tribunal discute estratégia de segurança com a Interpol

Uma reunião entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, e o secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza, tratou de fortalecimento e novas estratégias de segurança e combate aos crimes transnacionais.

Cooperação contra o crime organizado

De grande relevância para órgãos como o Poder Judiciário, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), as Promotorias de Justiça e o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a discussão sobre estratégias operacional, tem como objetivo o fortalecimento e cooperação entre as instituições no combate ao crime organizado e a recuperação de ativos.

Na reunião, alguns temas foram apresentados ao secretário-geral da Interpol, com destaque para as diversas demandas e conquistas do Poder Judiciário brasileiro, como a capacitação de magistrados, a criação de uma rede de juízes com foco nos crimes transnacionais, a investigação patrimonial, a inteligência e a recuperação de ativos das redes criminosas.

Tecnologia e inteligência

Os temas acima foram tratados como prioridades pelo ministro Edson Fachin no enfrentamento às organizações criminosas que atuam dentro e fora do Brasil. O ministro destacou as diversas mudanças que contribuíram para o fortalecimento do Poder Judiciário no enfrentamento ao crime organizado.

Edson Fachin ressaltou o avanço do Brasil em termos de governança e tecnologia, destacando que o Poder Judiciário brasileiro atualmente possui 100% dos processos digitalizados e uma base on-line com dados de 75 milhões de processos em andamento, por meio do DataJud, além do uso de inteligência artificial aplicada à gestão processual.

Atribuição da Interpol

Como Organização Internacional de Polícia Criminal, a Interpol atua em cooperação com os países membros no combate ao crime organizado de estrutura internacional, como grandes facções criminosas, redes terroristas, tráfico de drogas e crimes cibernéticos.

Suas operações têm como base a troca de informações entre os países para subsidiar investigações criminais, alimentando bancos de dados e sistemas de inteligência voltados à segurança pública.

Alerta Vermelho

A Interpol também emite o chamado (Red Notice), ou Alerta Vermelho, um alerta internacional utilizado para solicitar às autoridades dos países membros a localização e a eventual prisão provisória de pessoas procuradas pela Justiça, conforme a legislação de cada país

Atualmente, a Interpol conta com 196 países membros, que atuam no combate aos crimes transnacionais e na localização de foragidos, incluindo operações policiais de combate ao terrorismo, à corrupção e a outras modalidades de criminalidade internacional.

Secretário brasileiro

Com sede na França, a organização está sob a direção do brasileiro Valdecy Urquiza desde 2024. Ex-delegado da Polícia Federal, o secretário-geral mantém relações institucionais com autoridades brasileiras.

Valdecy foi eleito secretário-geral da organização durante a 92ª Assembleia Geral da Interpol. Sua missão inclui fortalecer a cooperação e os acordos com os países membros no enfrentamento ao complexo cenário do crime organizado transnacional. (Foto: STF).

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