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Inteligência

Investigação criminal com tecnologias inteligentes

Investigações criminais com tecnologias inteligentes-

Uma investigação policial para desvendar um crime demanda tempo, habilidades do investigador ou Delegado de Polícia, além do emprego de equipamentos tecnológicos modernos capazes de analisar diversos dados que tenham relação com o investigado.

Tecnologia de investigação criminal

A investigação criminal começa a partir da instauração de um inquérito policial pelo Delegado de Polícia. A partir desse momento, os agentes começam a coletar informações sobre os investigados, quando houver mais de uma pessoa.

Hoje, há equipamentos capazes de produzir um grande volume de informações e cruzar os dados coletados durante a investigação, incluindo fotos, vídeos, dispositivos móveis, celulares, computadores, documentos e outros.

Dados e informações na investigação

No campo da perícia criminal, os dados coletados na investigação são analisados e as informações cruzadas de forma a comprovar a participação do investigado em um determinado crime ou em uma rede de pessoas suspeitas.

Esse é justamente o passo mais importante no inquérito policialinstaurado pelos Delegados de Polícia Civil e Polícia Federal, ou seja, comprovar a participação de uma ou mais pessoas na prática criminosa, apresentando provas robustas por meio do material coletado durante a investigação.

Equipamentos de inteligência

As polícias possuem equipamentos modernos em seus laboratórios, incluindo o setor de Perícia Criminal. Dentre alguns equipamentos, podemos citar o i2 Analyst’s Notebook, software que transforma informações em dados para desvendar diversas ações criminosas.

Podemos citar, ainda, outros equipamentos não menos relevantes e que são usados pelas Polícias Civil e Federal, além da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Trata-se da Cellebrite, uma plataforma de inteligência digital usada por forças de segurança para extrair, desbloquear e analisar dados de telefones celulares e dispositivos eletrônicos em investigações criminais. Suas principais ferramentas incluem o UFED para coleta de dados, o Physical Analyzer para exame técnico e o Pathfinder para cruzamento de informações.

FirtMile

Outro equipamento é o FirstMile, software de geolocalização desenvolvido pela empresa israelense Cognyte (produzido inicialmente pela Verint), capaz de rastrear a localização de aparelhos celulares baseando-se em redes 2G, 3G e 4G por meio de torres de transmissão, sem o consentimento das operadoras.

Cobalt Strike

Além deles, as forças policiais usam também o Cobalt Strike, programa de invasão e controle de dispositivos de informática (computadores e celulares), também investigado por sua utilização em operações de contrainteligência ou acessos remotos.

Toda investigação policial de média e alta complexidade exige metodologia específica para o esclarecimento de casos. Como são várias, cada caso pode exigir o emprego de ferramentas diferentes; outras vezes, é realizada apenas com o trabalho de agentes em campo, sem o uso de qualquer tecnologia avançada.

Equipamentos de uso restrito

Vale ressaltar que a maioria dos equipamentos citados acima não é autorizada para uso por pessoas ou empresas sem vínculo com a segurança pública, e sua venda é destinada apenas a agências governamentais.

Ao concluir uma investigação criminal, a autoridade policial remete o inquérito ao Poder Judiciário, que, por sua vez, o encaminha ao Ministério Público para o oferecimento de denúncia, com base no indiciamento feito pela Polícia Civil ou pela Polícia Federal (Polícias Judiciárias).
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Izaías Sousa/ Especialista em Segurança Pública

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