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Segurança Pública

Por que a crise hídrica é uma questão de segurança pública

Por que a crise hídrica é uma questão de segurança pública

Projeção da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) aponta redução de até 40% na disponibilidade de água em grandes bacias nacionais até 2040, com maior impacto nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Crise hídrica e segurança pública

Com os dados apresentados por órgãos de pesquisa nacionais e internacionais, é possível prever que a crise hídrica será um fato devastador e deverá impactar de forma negativa toda a população, em especial as regiões onde há secas severas.

Políticas públicas são fundamentais

Ambientalistas, gestores públicos, produtores rurais (setor do agro) e outras instituições devem repensar as políticas públicas e as ações privadas, capazes de prever os piores cenários, além de investir em sistemas de uso da água de forma eficiente e econômica.

O problema do desperdício de água tratada também entra na somatória dos fatores que agravam a crise hídrica, principalmente nas grandes cidades. Para manter a cadeia produtiva, especialmente no setor do agronegócio, as fontes e os mananciais apresentam capacidade em constante queda ao longo dos anos.

Desperdício agrava os impactos

Assim como o petróleo, que movimenta a economia mundial, a água é um bem finito e tão preciosa quanto as fontes de combustíveis, lição que aprendemos ainda na educação básica, tema que passou a ser abordado também por instituições de ensino superior e por centros de pesquisa.

Metade dos grandes lagos do mundo perdeu volume de água desde a década de 1990, e 70% dos principais aquíferos apresentam declínio. Ou seja, os dados indicam que a crise hídrica também é uma problemática inserida no contexto da segurança pública.

Reaproveitamento e sustentabilidade

Investir em fontes sustentáveisé um dos caminhos a serem seguidos pelas empresas públicas e privadas, por meio da captação de água da chuva, do tratamento e do reaproveitamento da água para consumo e para uso nas cadeias produtivas como um todo.

O maior problema, assim como ocorre com os combustíveis, é que não existe metodologia de produção da água, pois tudo depende dos períodos de chuva para a manutenção das fontes de abastecimento e da sustentação dos reservatórios freáticos.

Nova tecnologias

Tanto os combustíveis quanto a água são recursos primários que abastecem a população mundial e são responsáveis pela sobrevivência de todos os seres vivos. Novas tecnologias que transformam a água do mar em água potável estão em desenvolvimento. Porém, tratam-se de tecnologias de dessalinização de altíssimo custo, principalmente quando se fala em produção em larga escala, capaz de atender estados e municípios.

Hoje, parte das guerras por expansão territorial e pela exploração de minerais raros também busca o controle de fontes de água em locais estratégicos. Em outro viés dos conflitos territoriais, as fontes de água tornam-se alvos de ataques para desestabilizar um país, sendo consideradas estruturas críticas de grande impacto humanitário e econômico.

Os Estados Unidos, por exemplo, investigam ataques hackersatribuídos ao Irã contra sistemas de abastecimento de água em pelo menos sete estados norte-americanos. No contexto da segurança pública, os reservatórios de água são estruturas críticas que demandam proteção estratégica contra ataques externos e internos.

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