Tecnologia
Como a tecnologia transformou cidadãos em detetives
Até a década de 1990, quando a internet começava a chegar nas universidades do Brasil e com a chegada dos computadores modernos conectados à Rede Mundial de Computadores, a profissão de Detetive Particular era uma das mais procuradas por aqueles que buscavam um espaço no mercado de trabalho por meio da investigação privada.
Cidadãos em detetives
Naquele período, várias empresas ofereciam cursos para formação de detetives, a maioria delas por correspondência, onde o aluno recebia as apostilas com direito às carteirinhas de investigador.
A maioria dos detetives formados por tais escolas de cursos livres não exercia a profissão, pois se esbarrava na falta de conhecimentos mais aprofundados sobre as técnicas de investigação, além de não ter acesso aos modernos equipamentos utilizados em serviço, como câmeras fotográficas, filmadoras e acesso a informações que hoje são consideradas simples de obter por meio da internet, incluindo nos sites governamentais.
Profissão de carteirinha
A profissão só existia mesmo nas carteirinhas que os alunos carregavam no bolso, porém, era o suficiente para ser considerado um Detetive Particular. Os tempos mudaram e, com a chegada da tecnologia, incluindo a internet, todo e qualquer cidadão já pode ser reconhecido como detetive, dada a facilidade de obter informações que antes eram acessíveis para poucos.
Promover uma investigação privada não depende apenas de equipamentos, mas também de informações privilegiadas, além das disponíveis em órgãos públicos, como em cartórios, Ministério Público, Delegacia de Polícia e banco de dados dos governos.
Equipamentos de investigação
A investigação privada ganhou novos conceitos e os equipamentos estão cada vez mais sofisticados, citando aqui os softwares de coleta de informações de dispositivos eletrônicos, câmeras inteligentes com visão noturna, gravadores miniaturizados, drones, rastreadores de veículos e pessoas, reconhecimento de locais, pessoas e objetos por meio da inteligência artificial e outras tecnologias.
Todo esse aparato que a alta tecnologia oferece hoje era apenas um sonho para os detetives particulares até a década de 1990. Hoje, é possível comprar equipamentos sofisticados por preço acessível para qualquer cidadão, o que possibilita fazer uma investigação de médio e alto nível com pouco recurso empregado.
Investigação de alto nível
Evidente que, para uma investigação de alto nível, os equipamentos são realmente caros, maioria deles importados, além da necessidade de atender requisitos legais para sua importação e uso na atividade da inteligência privada.
De qualquer forma, a tecnologia pôde transformar qualquer cidadão em um detetive particular sem credencial e sem registro no Ministério do Trabalho.
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