O gerenciamento de crises na segurançafaz parte de várias ações empregadas tanto na segurança pública como na segurança privada e corporativa. Alguns conceitos podem nos revelar a importância da aplicação desta técnica em vários cenários de crises.
gerenciamento de crises na segurança
Podemos afirmar que o gerenciamento de crises nada mais é do que um conjunto de ações capaz de mediar conflitos, negociação de interesses entre as partes envolvidas para que haja a resolução esperada de um determinado problema, seja de forma momentânea ou definitiva.
Na segurança pública, o termo “gerenciamento de crises” é empregado para traçar ações onde se busca um resultado que promova a segurança das pessoas de forma eficiente, sem uso demasiado da força, ou quando se busca por um momento de controle psicológico, seja individual ou coletivo.
Intervenção de risco
Podemos citar casos de sequestros de pessoas, em que os policiais buscam o fim do episódio de forma pacífica, sem maiores danos ou riscos, tanto para o agente criminoso quanto para a vítima. Para tanto, no caso aqui citado, as forças de segurança contam com agentes especializados em negociações, sempre buscando a rendição do criminoso no sentido de evitar uma intervenção de risco naquele momento.
O gerenciamento de crises na segurança envolve, também, outros aspectos que vão além de uma ação criminosa imediata, como no caso descrito acima. Ela pode ser necessária para várias ocasiões, como no controle de trânsito, prevenindo acidentes veiculares em um determinado local de risco, ou na prevenção de riscos diversos, como em locais de grandes eventos, em operações policiais planejadas, onde é necessário o emprego de medidas preventivas antes, durante e depois da ação.
Técnicas de gerenciamento
Portanto, o gerenciamento de crises na segurança é tão necessário quanto as ações primárias e rotineiras. Policiais em serviço quase sempre lidam com situações que precisam do emprego de técnicas de gerenciamento, evitando intervenções de riscos que podem resultar em confronto e até em mortes.
Em 2025, nove estados brasileiros registraram 4.330 mortes em ações policiais, um aumento de 6,4% em relação ao ano anterior. Segundo dados recentes, 86,3% das vítimas eram negras (pretas ou pardas) e quase dois terços tinham até 29 anos de idade, evidenciando o padrão de violência no país. (Jornal O Globo).
Mortes por intervenção policial
No caso das mortes em confrontos com a polícia, os dados podem ser divergentes e não aceitos pelas as forças de segurança pública, porém, elas servem como indicativo de que, o emprego do gerenciamento de crises e o uso de armas não letais poderiam evitar a morte de grande parte das vítimas, incluindo a de policiais envolvidos nas ações.
“Toda crise contém a semente de outra crise. A gestão eficaz de crises não consiste apenas em responder ao evento atual, mas em identificar e tratar as vulnerabilidades que podem desencadear crises futuras.” (Ian I. Mitroff)
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Izaias Sousa– Especialista em Segurança Pública